A obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:
Doenças: Hipertensão arterial, Doenças cardiovasculares, Doenças cérebro-vasculares, Diabetes Mellitus tipo II, etc
O acúmulo excessivo de gordura é muito prejudicial à saúde, pois, pode ocasionar males como as doenças cardiovasculares. Seu estágio mais avançado é conhecido como “obesidade mórbida”. Nesta fase, o indivíduo apresenta dificuldade de locomoção e seu sistema circulatório já não consegue levar os nutrientes necessários para todas as partes do corpo, uma vez que o volume de sangue já não será mais suficiente para sustentar todo este excesso.
Os alimentos gordurosos e o acucar podem obstruir os vasos sanguineos (arteriosclerose) podem ocasionar varizes, derrames cerebrais, infarto e parada cardíaca
Alterações da composição do sangue ocorrem com a obesidade como: Hipercoagulabilidade,Aumento da viscosidade do sangue,# aumento da agregação de plaquetas,diminuição da atividade fibrinolítica.
Os fluidos do corpo transitam por três compartimentos: intracelular, intersticial e intravascular. Esses compartimentos encontram-se em homeostase; quando há rompimento desse equilíbrio, surgem alterações, que comumente podem ser agrupadas dentro dos distúrbios circulatórios. Compreendem alterações hídricas intersticiais (edema), alterações no volume sangüíneo (hiperemia, hemorragia e choque) e alterações por obstrução intravascular (embolia, trombose, isquemia e infarto)
O Edema, que é o resultado do aumento da quantidade de líquido nos meio extracelular, sendo externo aos meio intravascular. O desequilíbrio entre os fatores que regem essa hidrodinâmica entre interstício e meio intravascular é que origina o edema. Esses fatores compreendem a pressão hidrostática sanguínea e intersticial, a pressão oncótica vascular e intersticial e os vasos linfáticos
Trombos são modificações anatômicas da parede vascular podem originar um fluxo sanguíneo turbulento (como, por exemplo, as placas de ateroma na ateroesclerose), levando à periferização de plaquetas, que imediatamente aderem à parede e iniciam a formação do trombo; faz com que as plaquetas, circulantes no meio do fluxo sanguíneo, passem para a periferia, o que facilita seu contato com a parede e, conseqüentemente, sua adesão à ela.
IINFARTO, Área de necrose isquêmica causada por oclusão do suprimento arterial ou da drenagem venosa em um determinado tecido, O infarto isquêmico é comum no tecido cardíaco (por exemplo, infarto do miocárdio, o infarto vermelho ou hemorrágico, caracterizado pela permanência do sangue do local no momento da obstrução arterial. Pode ainda ocorrer oclusão de veias, ocasionando também a permanência de sangue no local
Choque,condição fisiopatológica caracterizada clinicamente por hipotensão severa,pressão arterial sistólica baixa, capaz de desencadear respostas clínicas variáveis na dependência de má perfusão e lesão tecidual
Diabetes
O diabetes melito é uma síndrome de etiologia múltipla decorrente da falta de insulina e/ou a incapacidade da insulina exercer adequadamente seus efeitos. Caracteriza-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, lipídeos e proteínas. A longo prazo, se acompanha de disfunção e falência de vários órgãos, por lesão especialmente em nervos e vasos sangüíneos.
Embora o diabetes seja de origem endócrina suas principais manifestações clínicas são metabólicas e após um certo período de tempo é acompanhado por comprometimento circulatório (micro e macroangiopatia), está associado freqüentemente à lesões específicas da microcirculação, alterações neuropáticas e aterosclerose.
A diabetes pode ser de 2 tipo: tipo 1 e tipo 2. As complicações crônicas do diabetes dividem-se em três categorias: Microangiopatia, Macroangiopatia e Neuropatia
A macroangiopatia diabética é a arteriosclerose das grandes artérias cerebrais, coronárias e dos membros inferiores. É sobretudo uma complicação da DM tipo 2
A Microangiopatia é uma enfermidade característica dos pequenos vasos, associada de forma específica ao diabetes melito e que se manifesta clinicamente como Nefropatia e Retinopatia.
A Neuropatia diabética pode se manifestar tanto por lesão em nervos periféricos como por disfunção autonômica. A disfunção autonômica pode afetar vários sistemas como o cardiovascular, o gastrintestinal e o geniturinário.
A Macroangiopatia consiste na enfermidade aterosclerótica dos grandes vasos, como coronárias, artérias cerebrais, carótidas e periféricas, principalmente de membros inferiores, a arteriosclerose dos membros inferiores. "pé diabético, leva à lesões tróficas: paulatinamente os pêlos das pernas caem, a pele torna-se fina e brilhante e faz feridas ao mínimo traumatismo.
A arteriosclerose coronária é responsável pelo enfarte do miocárdio, situação muito grave e potencialmente fatal Outro distúrbio circulatório é o infarto do miocárdio é em geral, mais precoce, mais extenso e conseqüentemente mais grave em indivíduos diabéticos. Pode-se apresentar pouco sintomático, pela coexistência de neuropatia, que inibe a dor. Em função destes dados o processo de prevenção primária, através do controle da glicemia, da pressão arterial, dos níveis lipídicos, dos fatores de coagulação e do peso deve ser extremamente rigoroso em diabéticos.
Alterações de coagulação e das plaquetas são também de fundamental importância no processo de lesão vascular e encontram-se presentes com maior incidência em diabéticos, em geral acompanhando os distúrbios lipídicos como a hipertrigliceridemia.